O Boletim - Março/2005 - ANO XLVII - Nº 568


  

Bezerra convida-nos à reflexão

O TEMPO URGE

Que o Senhor nos abençoe.
No grande cronômetro da Eternidade, os milênios se contam por dias e os dias por frações de segundos. Correm céleres os ponteiros astronômicos no fenomenal relógio do tempo, assinalando um passo definitivo de nossa carreira para o porvir.
Tudo determinado de acordo com a vontade excelsa do Pai. Tudo executado de acordo com suas leis justas e sábias.
Não faz o tempo mais que marcar o nosso progresso, enquanto vertiginoso dobra as esquinas dos séculos.
Se assim é, se para o Infinito estamos primitivamente dentro do tempo mínimo que nos foi concedido na Terra para progredirmos, nada mais nos resta do que compulsarmos, ligeiramente, os nossos feitos e prosseguirmos com denodo, procurando nos avantajar no cumprimento dos deveres, duplicando, se possível, nossas forças no desdobramento de nossas tarefas.
Muitas vezes o “eu” nos dita o repouso como recurso absoluto de necessidade humana, para nos levar ao cabo de determinado tempo ao descanso que se prolonga indefinível e os preciosos minutos, fração de segundos da eternidade, escoam rápidos.
Verifiquemos, quanto antes, o emprego desse capital que o Supremo Banqueiro nos conferiu a fim de sabermos do seu justo valor e rendimento.
O tempo urge e a cada um será dado de acordo com suas obras.
Trabalhemos, dividindo o nosso tempo com os nossos deveres físicos, sociais, espirituais, cumprindo com atenção o programa traçado, para que nos tornemos dignos de melhores dádivas do Senhor e Mestre.
Meu amigo, se o teu tempo ainda não foi suficientemente cotado pelo Código Divino, alça o teu espírito ao Grande Templo Universal, consulta as horas que voam, aproveita-as com o teu senso de irmão cristianizado e busca agora elevar o padrão de merecimento do depósito que te foi confiado.
Justo é que observes tal depósito, porquanto não saberás a hora em que o Banqueiro Celestial te pedirá conta do emprego do capital, dos talentos que agora usufruis como teus.
Vamos sancionar desde hoje o nosso tempo com o trabalho elevado e digno, buscando no Cristo aquele exemplo de trabalhador fiel, de operário zeloso da Vinha do Pai.
Confiemos então em Suas bênçãos, pois nos chegarão às mãos, duplicadas.

Bezerra de Menezes

FONTE: PAIVA, Maria Cecília. Mensagens de LUZ,PAZ E AMOR , p.76


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EDITORIAL

E aqui estamos nós, neste mês de março, mais uma vez lembrando do Prof. Rivail, que nos codificou preceitos que reviveram conceitos fundamentais do Cristianismo, através da memória dos Espíritos que o ajudaram nessa tarefa.

Quando o Professor ilustre e respeitado decidiu-se pelo nome Allan Kardec, homenageou a uma personalidade que, no passado, havia forjado na experiência, as importantes características que agora trazia como conquista indelével do seu espírito.

Mas não era só isso. Allan Kardec repetiu o gesto de Madalena, que transformou-se diante do Cristo e imprimiu novo rumo à sua vida, como o austero e pétreo Saulo, diante da visão em Damasco, que teve uma mudança tão radical em seus conceitos e assumiu um novo nome para expressar sua determinação em prosseguir no caminho escolhido.

O Prof. Rivail rompeu barreiras e expressou suas convicções, mostrando mais que uma homenagem ao seu antigo nome, mas um testemunho ao seu novo porvir.

Não existe uma só linha de toda sua obra que não expresse o cuidado com a lógica e o respeito à razão, cuidados que permitiram a perpetuidade desse trabalho e a conquista sistemática de seguidores, esperançosos de encontrar uma definição que lhes justifique a vida.

Kardec vem modelando almas e comportamentos, através de seu memorável magistério que, absolutamente, não foi interrompido no dia 31 de março de 1869, pelo contrário, atualiza-se através das novas conquistas da ciência e do pensamento humano, tal e qual ele mesmo estabeleceu em seus escritos, ao definir o dinamismo do Espiritismo e sua marcha progressista através do tempo.

Assim como o exemplo dos mais expressivos vultos do Cristianismo perpetua-se através daqueles que os seguem e acatam, o exemplo de Kardec fica plasmado na memória planetária como um arquivo para se recorrer sempre que a pobre natureza humana incentivar os desvios e as fraquezas.

Mas Kardec vive, não só pela natureza perene do Espírito, mas, principalmente, porque é fundamental que toda sua obra seja um compromisso de cada um de nós, agradecidos profitentes, levando-a aos que precisam, com as palavras, a ação, o exemplo e principalmente com o amor fraternal e absoluto.

Transcrição parcial do Editorial – Revista Internacional de Espiritismo. Janeiro de 2005. p. 618      

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MOMENTO DE POESIA

ALMA LIVRE

Um soluço divino de alegria
Percorre a todo Espírito liberto
Das pesadas cadeias do deserto,
Desse mundo de sombra e de agonia.

A alma livre contempla o novo dia,
Longe das dores do passado incerto,
Mergulhada no esplêndido concerto
De outros mundos, que a luz acaricia!

Alma liberta, redimida e pura,
Vê a aurora depois da noite escura,
Numa visão mirífica, suprema...
Penetra o mundo da imortalidade,
Entre canções de luz e liberdade,
Forçando as portas da Beleza Eterna.

AUTA DE SOUZA

FONTE: XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além Túmulo. 13.ed. FEB, 1988, p. 233

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LIVRO DO MÊS

Missionários da Luz
Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier FEB.

Neste livro, André Luiz desvenda os segredos da reencarnação, revelando a tarefa dos Espíritos missionários encarregados do processo do renascimento.

O autor espiritual fala-nos que a morte física não é o fim e destaca a importância do esforço próprio na luta pelo auto-aperfeiçoamento.

Em vinte capítulos discorre sobre a continuação do aprendizado na vida espiritual, o perispírito como organização viva moldando as células materiais, a reencarnação orientada pelos Espíritos Superiores e aspectos diversos das manifestações mediúnicas.

Missionários da Luz ensina que a Providência Divina concede, sempre, ao homem, novos campos de trabalho, através da renovação incessante da vida por meio da reencarnação.
Boa Leitura!!!

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VULTO DO ESPIRITISMO

ARTUR LINS DE VASCONCELOS LOPES ¹

Nascido a 27 de março de 1891, na cidade de Teixeira, Estado da Paraíba e desencarnado em S. Paulo, no dia 21 de março de 1952. Seu sepultamento ocorreu na cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná.
Artur Lins de Vasconcelos Lopes foi expressiva figura do Espiritismo brasileiro.

Foi presidente da Coligação Nacional Pró-Estado Leigo, instituição republicana fundada em 17 de maio de 1931, a qual desenvolveu ingente trabalho em favor da separação entre a Igreja e o Estado, principalmente por ocasião dos trabalhos constituintes que culminaram com a promulgação da nova Constituição Brasileira, no ano de 1946. O esforço de Lins de Vasconcelos em favor do congraçamento dos espíritas do Brasil foi dos mais salientes, contribuindo de forma decisiva para o advento do Pacto Áureo de unificação dos espíritas, no dia 5 de outubro de 1949. A ele se deve apreciável parcela dos trabalhos encetados nos anos de 1947 a 1952, em favor de um maior entrelaçamento entre os espíritas em nosso país.
Do jornal Mundo Espírita , que se edita em Curitiba, extraímos os seguintes dados biográficos desse grande vulto do Espiritismo brasileiro:

“A batalha travada por Lins de Vasconcelos foi ingente, árdua e heróica. Nascido numa região áspera, principio geográfico da caatinga, entre Paraíba e Pernambuco, era natural que Artur Lins trouxesse no Espírito a agressividade do berço agreste. Lutando, todavia, contra o meio, aprimorando qualidades, resistindo aos meios desonestos de ganho, foi abrindo um caminho limpo para a vida. Ainda na adolescência, Lins deixou a Paraíba para residir no Rio de Janeiro. Na antiga Capital Federal a demora foi curta. Lins partiu para o sul do país, fixando-se em Curitiba. Constituiu família; formou-se em agronomia; fez concurso para cartorário. Tornou-se espírita, integrando-se totalmente na doutrina. Em 1926, houve grave incidente entre o governo do Estado e elementos liberais, por questões religiosas. É que o governo estadual, sem autorização da Assembléia, presenteara terrenos e dinheiro do patrimônio público ao clero. Pequeno número de cidadãos protestou contra o ato indébito do governo. Entre eles estava Lins de Vasconcelos. Este defendeu, de forma corajosa, perante o governo, que os princípios tutelares da democracia são inderrogáveis ainda ao arbítrio dos governadores. Aquela posição destemida de Lins na questão dos bispados acarretou--lhe demissão do cargo. Vencera o fanatismo religioso; sobrepunha-se a intolerância ao direito intangível de um democrata. E sobrava razão a Lins: o governo não podia dar ao clero, de mão beijada, terrenos e dinheiro do Estado.

Uma vez demitido, Lins não se deixou abater pela sanha intolerante. Colocou suas energias na indústria. Venceu. Tornou-se milionário. Mas o dinheiro que amealhava facilmente como ele próprio dizia — era um depósito que lhe fazia Deus para o distribuir aos pobres, através do Espiritismo. Fez-se banqueiro dos desafortunados!

Era simples e sem vaidades. O que mais se admirava em Artur era o triunfo do seu Espírito sobre uma das mais terríveis provas a que uma criatura pode submeter-se: a riqueza! Rico, mais do que rico, opulento, Lins de Vasconcelos venceu galhardamente o fascínio do ouro. A moeda que lhe vinha dos negócios era destinada às creches, a orfanatos, a albergues, a sanatórios, a escolas, a revistas e a jornais doutrinários.

Há lindos lances, de puro Cristianismo, na vida de Artur Lins de Vasconcelos, mas relatá-los seria, por certo ferir a humildade do nosso querido irmão desencarnado. Basta chamar-lhe: Banqueiro dos Pobres! É um título magnificente que milhões e milhões de desencarnados gostariam de possuir. Arthur Lins de Vasconcelos obteve esse título em vida, abençoado por milhares de bocas! Foi bom, vestindo os desnudos, dando de comer aos esfomeados, instrução e educação aos que dessa assistência precisavam.

Tendo desencarnado em S. Paulo, seu corpo foi para Curitiba — cidade que tanto amou — e em cujo solo desejava que sua matéria repousasse no dia que o Pai o chamasse. Seu pedido foi satisfeito. Assim, no jardim em frente ao Pavilhão Administrativo do Sanatório Bom Retiro, no bairro do Pilarzinho, em Curitiba, encimado por uma pedra simples, na qual há uma placa de bronze com expressiva inscrição, foi inumado o corpo do querido companheiro de ideal espírita, aquele que tantas lutas sustentou ante a incompreensão dos homens, para que a Doutrina dos Espíritos demonstrasse ser capaz de transformar as criaturas desajustadas em seres com capacidade para amar o próximo, assim como Jesus nos amou.

A Federação Espírita do Paraná, que tantos benefícios recebeu de Lins de Vasconcelos, prestou-lhe significativa homenagem, dando seu respeitável e inesquecível nome ao educandário que naquele bairro mantém, no momento, funcionando com o curso ginasial: o Instituto Lins de Vasconcelos.”

1. FONTE: GODOY Paulo Alves. São Paulo, SP: Edições FEESP, 2.ed. 1990, p. 44 (trechos)

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LEMBRETE FRATERNO

Reflexões sobre a Visão Terrena

" ...Que queres que te faça? O cego lhe respondeu: Rabi, eu quero ver."
Marcos 10:51

Tanto na saída de Jericó, quando o Mestre ouviu os apelos do cego Bartimeu, quanto na chegada em Betsaida, quando Ele se deparou com outro cego, podemos criar analogias com a cegueira espiritual que muitos trazem em suas características pessoais, como também fica reforçada a idéia do quanto Jesus procurou incluir os excluídos, já que aos deficientes, naquele tempo, o esmolar era uma das únicas opções.

Ao longo dos séculos, o Cristianismo vem sendo o estabilizador de todas as angústias, vem acalentando os esperançados, dando luz aos desprovidos de visão espiritual, arrebanhando para a grande jornada ao lado do Pai.

E esse papel estabilizador veio encontrar fácil semeadura nos meios espíritas, já que a doutrina cumpre a promessa consoladora do Nazareno, de atender aos necessitados, qualquer que seja a tonalidade dos seus gritos de dor.

Cuidar dos cegos morais, esse sim, o grande desafio, porque mesmo hoje, muitos vagueiam pelos corredores da vida a implorar a graça da visão que os liberte, modernos bartimeus que esperam a redenção pelo simples toque da vontade divina.

Nas crônicas da vida de Jesus, tivemos situações em que os ‘milagres' não ocorreram, porque mesmo Ele não podia derrogar a Lei do Pai, interferindo nas injunções de causa e efeito conduzidas pela Perfeição, muito embora, em situações especiais, pela Sua hierarquia, concessões tenham sido feitas.

Essas considerações me chegam à mente, porque fico a pensar em Luiz Antonio Millecco Filho, que há pouco partiu para o reencontro com suas raízes seculares.

Teria sido o querido professor, um Bartimeu às avessas ? Ele ao invés de pedir ajuda, ajudava... Era um deficiente visual, mas permitiu a tantos enxergarem melhor pelos caminhos da experiência terrena, não esmolava, dava a sua contribuição para o conforto do próximo, o quanto podia.

O Millecco sentava-se à mesa da sala de reuniões da SPLEB – Sociedade Pró-Livro Espírita em Braille - e lia o Evangelho Segundo o Espiritismo, em Braille, trazendo memoráveis e bem focadas interpretações das passagens vindas de Kardec, confundindo aqueles que não podiam entender, como ele podia ter uma visão tão apurada das realidades mais sutis.

Quando todos ainda estavam meditando sobre as palavras do professor e orador, vinha o músico, o poeta, o escritor e o médium, que aconselhava tantos e tantos que o procuravam, em busca de uma palavra amiga e confortadora.

Independente, considerava a cegueira uma limitação superável e era alvo da admiração de todos, pelas tiradas que fazia sobre esse problema.

Luiz Antonio Millecco Filho sempre terá como traço característico do seu comportamento o testemunho, pois procurava mostrar, através da prova que escolhera, o quanto pode realizar o Espírito humano, pontuando de emoções cada gesto de sua inspirada vida.

Os cegos da Bíblia se eternizaram, porque foram instrumentos do Mestre para mostrar o poder da fé. Millecco ganha o seu lugar em nossa saudade, por potencializar sua fé através do exemplo.

Certamente agora, já livre dos empecilhos que a matéria impõem, deve estar procurando dar continuidade à sua dinâmica atuação na seara de Jesus, um pouco incomodado com todas essas louvações que os corações agradecidos ficam fazendo em sua memória.

Fica sempre a impressão, de que antes de sua última existência, algum amigo espiritual tenha perguntado, parodiando Jesus na pergunta feita a Bartimeu : - O que você quer?

E ele respondido : - Um pouco de escuridão, para eu finalmente encontrar a luz...

E deu certo!

Assaruhy Franco de Moraes

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PÁGINA AO JOVEM

Conduta do jovem espírita

Foste chamado para o Espiritismo.
Aceitaram-te com grande satisfação e real alegria na seara espírita!
Trazes a chama viva do idealismo, crepitando no peito, estimulando-te na prática do amor.
Usa, portanto, a tua juventude para que a mensagem de Jesus seja implantada na Terra!
Sem dúvida és um jovem espírita, contudo, é mister que permaneças lutando e servindo, exemplificando aquilo que aprendeste, para que a tua juventude de hoje não seja apenas um estado biológico, guiado pela euforia passageira, e sim uma condição que te permitirá valorizar a existência e trabalhar com mais intensidade!
Portanto:
Cuida com amor da doutrina que abraçaste;
Disciplina tua vida para que a obra não sofra o desequilíbrio da tua falta de organização;
Honra teu pai e tua mãe, iluminando-os com o lume da Terceira Revelação;
Cultiva real amizade e faze da tua vida um luzário de esperanças nas trevas dos desalentados.
Faze de tal forma que a tua Conduta Espírita revele a essência de um jovem eminentemente cristão!

Wilson Ferreira de Mello   

FONTE: CRISTIANO, Emanuel. Cartas ao Moço Espírita . Centro Espírita Allan Kardec, novembro/2002, p.19

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NO MUNDO DO ESPERANTO

“La paco de Jesuo estu en la koroj de niaj karaj gefratoj”

A PRECOCIDADE DE ZAMENHOF (2)

Sem o conhecimento da lei das encarnações sucessivas e das missões que são confiadas a Espíritos muito superiores aos habitantes normais de nosso planeta, Zamenhof seria inteiramente incompreensível. Conhecia a Lei, porém, compreende-se que ele aceitou a missão de exemplificar como se devem suportar os sofrimentos que a incompreensão proporciona aos servidores da humanidade. Sua tarefa não era friamente científica, como pretendem alguns; era acima de tudo moral. Trazia um instrumento de aproximação dos homens, mas devia igualmente dar exemplos morais bastante fortes aos que o quisessem seguir na obra de preparação do mundo futuro.

Pela precocidade intelectual, moral e até física, mostrou o domínio perfeito do Espírito sobre a matéria, revelou a sua grande superioridade e, pela conduta irrepreensível em todas as mais amargas situações, exemplificou o cumpre faça quem deseje progredir.

Um seu biógrafo diz, depois de muito estudo e observação: “Sem a imensa obra literária de Zamenhof, o Esperanto não existiria, ou, quando muito, seria igual a outros projetos sem cor nem vida que por aí existem”. Realmente assim é. Uma língua não consiste em gramática e dicionário, mas, acima de tudo, numa literatura, num infinito de frases vestindo pensamentos, manifestando vida. Escrevendo trabalhos originais, traduzindo o que de mais interessante existe na literatura, revendo uma infinidade de livros alheios, Zamenhof operou o prodígio de em seus 30 anos estabelecer uma rica literatura clássica que garantiu a vida do Esperanto.

Sem a precocidade que fez dele um escritor desde a infância, essa imensa obra básica não poderia ser realizada numa vida. Só hoje podem compreender isso os estudiosos mais inteligentes. A quase totalidade das pessoas que têm trabalhado na solução de problema de língua neutra artificial comete o erro de descurar a fraseologia, a literatura modelar. Limitam seus projetos a uma gramática e um dicionário apriorísticos que nascem mortos. Zamenhof foi o único em toda a história da humanidade a compreender todo o problema lingüístico e fazer tudo quanto era necessário à vida de uma língua neutra. Onde aprender isso que a todos escapava? De onde lhe veio tanta ciência desde a infância?

Só a encarnação de um missionário pode explicar tal caso humano. Temos insistido muitas vezes sobre o fato de ser Zamenhof um grande missionário, porque disso depende, para os iniciantes na doutrina espírita, o modo como devemos receber a obra. Fosse o Esperanto um simples trabalho humano, mesmo muito engenhoso como é, e poderia não ter finalidades superiores na transformação da humanidade; porém, sendo obra enviada à Terra por intermédio de um missionário, faz parte do Plano Divino e deve ser recebida com toda a boa vontade por quantos assim compreendam.

Fosse obra meramente humana e pouco teríamos que ver com ela. De fato, que nos interessa a existência do chinês ou do páli? São produtos humanos e destinados a outros homens. O Esperanto, porém, segundo a nossa convicção, desceu dessas esferas luminosas onde se traçam os Planos Divinos da evolução, no momento oportuno em que devia descer. Desprezá-lo é malbaratar um favor do céu, perder uma grande oportunidade.

Do livro: BRAGA, Ismael Gomes. O Esperanto na Visão Espírita. Editado pela Sociedade Lorenz

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NOTÍCIAS:

1. Visite nosso site www.bezerramenezes.org.br , onde você poderá ter o Centro em seu lar durante 24 horas. Navegue em suas páginas, você continuará a receber o conforto que em nosso Centro recebe.

2. Prezado irmão associado: “ Para os trabalhos espirituais da Casa, basta a união de pensamentos. Para os trabalhos materiais, basta a união de pagamentos.” Coopere com nossa instituição mantendo em dia suas mensalidades. Delas dependem nossas tarefas assistenciais e administrativas.

3. Nossa Casa continua a contar com a ajuda de seu coração sempre amigo. Este mês o Departamento de Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita continua realizando a campanha do leite em pó, este mês acrescida da campanha do feijão. Colaboremos.

4. Amigo associado: contamos com sua compreensão em manter atualizadas suas fichas cadastral e de tesouraria. Dependemos de você para dar continuidade à nossa tarefa.

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PARA LER REFLETIR

• “Se sofres, não agraves ainda mais as tuas dores com pensamentos infelizes. A irritação, o medo e a revolta deixam o doente mais doente. Mesmo cercado de dificuldades, dispões de infinitas possibilidades para manter a paz por dentro. Abriga um pensamento otimista; incentiva no bem quem segue contigo. Sobretudo, confia em Deus, que não desampara seus filhos. Lembra-te de que, no mundo, as vidas seguem em direção ao seu porvir. É provável que, em meio ao caminho, surjam pedras e calhaus a vencer. Nada, porém, conseguirá impedir que deságües no mar do amor divino, onde fruirás da paz definitiva.”

Scheilla - A mensagem do dia

•  “ Quando esperamos que os outros supram nossas carências e nos façam felizes gratuitamente, não estamos de fato amando, mas explorando-os.”

Hammed – Luz do Amanhecer

•  “Pensar e agir, defendendo nosso íntimo e nossos direitos inatos e, definindo nossas perspectivas pessoais, sem subtrair os direitos dos outros, é a imunização contra a autocrueldade”.

( Espelho d'Água , Hammed)

•  “ Quando não sabemos distinguir nossas impressões ou emoções, ficamos à mercê das mais diversas ondas magnéticas, como se estivéssemos oprimidos por um mundo desordenado.”

Hammed – Além do Horizonte

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