O Boletim - Junho/2005 - ANO XLVII - Nº 571


• REFLEXÕES COM BEZERRA
• EDITORIAL
• PARA LER E REFLETIR
• LIVRO DO MÊS
• MOMENTO DE POESIA
• VULTO DO MÊS
• PÁGINA AO JOVEM
• NO MUNDO DO ESPERANTO
• LEMBRETE FRATERNO
• NOTÍCIAS
  



Bezerra convida-nos à reflexão

EVANGELIZAR

Ao término do século XX, o século chamado das luzes, estamos convocando os obreiros de boa vontade para a tarefa divina de evangelizar.

Evangelho é sol nas almas, é luz no caminho dos homens, é elo abençoado para união perfeita.

Evangelizemos nossos lares, meus filhos, doando à nossa família a bênção de hospedarmos o Cristo de Deus em nossas casas.

A oração em conjunto torna o lar um santuário de amor onde os Espíritos mais nobres procuram auxiliar mais e mais, dobrando os talentos de luz que ali são depositados.

Evangelizemos nossas crianças, espíritos forasteiros do infinito em busca de novas experiências, à procura da evolução espiritual.

Sabemos que a Terra é um formoso Educandário e o Mestre Divino, de sua cátedra de Amor, exemplifica pela assistência constante, o programa a ser tratado.

Evangelizemos nossos companheiros de trabalho, pelo exemplo na conduta nobre, pelo perdão constante.

Evangelizemo-nos, guardando nossas mentes e nossos corações na bênção dos ensinos sublimes.

Estamos na Terra mas alistamo-nos nas fileiras do Cristianismo para erguermos bem alto a bandeira da luz do Mestre Divino: “ Amai-vos uns aos outros como vos tenho amado ”.

Evangelizemos.

Os tempos são chegados, os corações aflitos pedem amparo, os desesperados suplicam luz.

Há um grito que ressoa pelo infinito!

Pai, socorre-nos!

Filhos, somente através do Evangelho vivido à luz da Doutrina Espírita encontrará o homem a paz, a serenidade e o caminho do amor nobre.

Conclamamos os corações de boa vontade:

Evangelizem;

Evangelizemos.

Acendamos a luz dos ensinos divinos para que a Terra se torne um sol radioso no infinito, conduzindo uma família humana integrada nos princípios da vida em hosana ao seu Criador.

Filhos, peçamos ao Pai inspiração e prossigamos para o alto porquanto somente Cristo com o Seu saber e o Seu coração de luz poderá iluminar nossos caminhos.

Bezerra de Menezes

Fonte: Reformador . Maio de 1990. p.133. Mensagem psicografada pela médium Maria Cecília Paiva, na Federação Espírita Pernambucana, em reunião pública do dia 18 de julho de 1979

voltar ao topo


 


EDITORIAL

A Casa de Bezerra tem uma reunião de estudos doutrinários e passes, todos os domingos às 10 horas, com um formato especial, um pouco diferente das que ocorrem às terças e quintas, sendo que a cada mês, essas reuniões promovem o estudo de um livro expressivo dentro da Codificação.

Neste mês de junho, o livro enfocado é Cartas e Crônicas , de autoria do Irmão X (Humberto de Campos) e psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Ao estabelecer os critérios para as reuniões de estudo doutrinário, quis a Casa procurar através de palestrantes conhecidos, explorar a riqueza de um conteúdo ímpar que escritores encarnados e desencarnados, desenvolveram à luz das bases estabelecidas por Allan Kardec.

Outro aspecto que não se pode esquecer, é a oportunidade de divulgação da leitura doutrinária, mostrando à numerosa assistência o quanto se pode aprender através do esclarecimento de interessantes pontos, colocados pelos escritores.

O Mestre Lionês sempre requisitou dos espíritas o compromisso com o estudo do Espiritismo, sempre, sem desânimo, porque a base de todo entendimento doutrinário está assentada em um processo que privilegia a razão e nada pode ser mais racional que a educação .

Durante as explanações, quantas dúvidas são esclarecidas e quantas perguntas surgem na medida em que os itens são colocados pelos expositores.

Quem quiser entender os fundamentos do Espiritismo precisa estudar, procurar crescer e consolidar o mais precioso tesouro que podemos acumular, pois esta riqueza não se enferruja e não pode ser levada pelos ladrões, como acontece com o acúmulo dos bens transitórios.

Essa, todavia, é uma das atividades, pois temos as reuniões públicas das terças e quintas; os Encontros de Oração; os Grupos de Estudos de Introdução da Doutrina Espírita, da Mediunidade, do Evangelho, de Estudos Espíritas e o Básico do Esperanto; as reuniões privativas de Desobsessão, de Orientação e Assistência Espiritual à Distância, de Assistência Espiritual Direta, além da Evangelização infanto-juvenil e de lares e as Caravanas de Apoio Fraterno.

Ainda temos cursos de artesanato e um trabalho social que inclui assistência ambulatorial às comunidades carentes no entorno do Centro.

É o caminho que Kardec indicou ao reviver as bases cristãs implantadas por Jesus.

Pois o caminho cultural nos engrandece o pensamento, e o caminho do trabalho ao próximo engrandece o coração iluminando o Espírito, ambos credenciam à compreensão da Lei do “Pai Nosso, que está nos céus.”

voltar ao topo


 

MOMENTO DE POESIA

Mensagem Fraternal

Se procuras a paz na luta que te isola
A esperança ferida e o sonho penitente,
Não fujas à lição que te ampare e acalente
E aceita o mundo hostil por sacrossanta escola.

O Espiritismo é a luz que alimenta e consola
Aclarando e brunindo o coração e a mente
No Evangelho do Amor que brilha renascente
Sobre a treva abismal em que a fé se acrisola.

Louva, de pés sangrando, a aflição que te oprime
E confia-te à luz dadivosa e sublime
Que desfaz para sempre a sombra transitória!

E, de alma erguida ao Céu, embora a angústia a açoite,
Alcançarás, cantando, além da grande noite,
A claridade eterna e a suprema vitória.

Amaral Ornellas

Fonte: XAVIER, Francisco C. Cartas do Coração . Espíritos Diversos. 3.ed. São Paulo, SP: LAKE, 1999. p.140

 

voltar ao topo


 

LIVRO DO MÊS

CARTAS E CRÔNICAS

Pelo Espírito Irmão X. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 8.ed. Rio de Janeiro: FEB. 1991

Focaliza ensinos cristãos, objetivando destacar a necessidade da cooperação individual, junto ao Cristo, para a sementeira do Evangelho Redivivo que a Doutrina Espírita veicula. Através de crônicas singelas, aborda temas como: consciência espírita; influência do bem; obsessão pacífica e pena de morte. Alerta que, na atualidade, o materialismo compromete edificações veneráveis da fé , convidando os espíritas ao testemunho pessoal no trabalho de divulgação do Espiritismo.

Caros leitores: Façamos dessa obra a nossa companheira durante esse mês. Reflitamos no seu conteúdo e atendamos ao apelo de Jesus para com Ele cooperarmos na implantação do Evangelho Redivivo.
 

voltar ao topo


 

VULTO DO ESPIRITISMO

LUIZ BARRETO ALVES FERREIRA

Luiz Barreto Alves Ferreira foi um dos presidentes da Federação Espírita Brasileira. Nasceu em 26 de junho de 1890, na cidade de Fortaleza (CE). Foram seus pais Pedro Alves Ferreira e Maria Alice Barreto Alves Ferreira. Órfão de pai ainda criança, passou a residir com os avós maternos, juntamente com sua mãe e o irmão Pedro Barreto Alves Ferreira.
De família católica, entrou para o Seminário do Ceará, pensando seguir a vida eclesiástica. Um ano depois, o avô resolveu transferir residência para o Rio de Janeiro, com toda a famflia e, por algum tempo, ficaram todos hospedados em casa do filho do avô, seu tio Alexandre Barreto, que era Coronel do Exército.
Em 1904, Luiz resolveu ingressar na MarInha e, em 1908, foi nomeado segundo-tenente comissário e designado para servir na Flotilha de Ladário, em Mato Grosso. Retornando ao Rio de Janeiro, foi embarcado no Caça-Torpedeiros Gustavo Sampalo, onde conheceu o capitão-tenente João Luiz de Paiva Júnior, na época tesoureiro da Federação Espírita Brasileira. Foi convidado a assistir a algumas conferências na Federação e, a título de curiosidade, desejou ler O Livro dos Espíritos , cuja leitura o entusiasmou de tal forma, que decidiu ler todas as demais obras da Codificação, tornando-se assíduo freqüentador da Casa de Ismael. Na Marinha prestou os mais relevantes serviços. Já no posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra foi transferido para a Aeronáutica com a missão de organizar o Serviço de Fazenda da recém-criada Força Aérea Brasileira, tendo sido o primeiro Chefe da nova Unidade. Era Comandante-Geral o Brigadeiro Armando Trompowski, também originário da Marinha, e teve como Ministro da Aeronáutlca o Dr. Salgado Filho, seu cordial e particular amigo.
Em 1911 contraiu matrimônio com Cecília Rocha da Costa e do seu casamento nasceram doze filhos, criando-se nove; três desencarnaram na primeira infância.
Ingressou na Doutrina em 1908, exercendo cargos administrativos em diversas instituições, e praticando medunidade curadora (de passes) e receitista.
Foi Diretor do Centro Espírita de Jacarepaguá. Na Federação EspírIta Brasileira, de que era sócio desde 1914, foi 3º Secretário em 1916-1917, Vice-Presidente em 1922-1923, e Presidente em 1925-1926.
Pertenceu ao Grupo Ismael desde 1916 e, a partir de 1936, tomou-se membro da Assembléia Deliberativa da Federação. Foi companheiro de Pedro Richard, Leopoldo Cirne, Guillon Ribeiro, Aristides Spinola, Paim Pamplona, Amaral Ornellas, Manuel Quintão, Frederico Fígner e tantos outros.
Residiu por algum tempo em Recife, participando do Movimento Espírita em Pernambuco. Prestou serviço na Federação Espírita Pernambucana e em outras instituições como expositor, dedicando-se à assistência aos necessitados e aos trabalhos mediúnicos. No Rio de Janeiro trabalhou no Orfanato Pedro Richard, ao lado de Paiva Júnior. Foi eleito seu presidente e, juntamente com a esposa, a ele dedicou grande parte de sua vida, ofertando amor às crlancinhas, que tratava como filhas do coração. Participou do Centro Espírita Estudantes da Verdade, especificamente na orientação doutrinária.
Luiz Barreto deu testemunhos de fé e coragem em vários momentos difíceis que envolveram sua família, convencido de que o Pai Misericordioso não nos abandona, desde que aceitemos tudo com resignação.
O trabalho assistencial desenvolvido por Luiz Barreto, desde que ingressou no Espiritismo, daria um compêndio à parte. O seu lar esteve sempre aberto, socorrendo a todos sem distinção, desde familiares e amigos em desespero até às mais humildes criaturas, que o procuravam para variados socorros.
LuIz Barreto Alves Ferrelra desencarnou no Rio de Janeiro, no dia 25 de janeiro de 1944, quando contava apenas 53 anos de Idade.
Era tradicional em sua casa a prece do Natal em família, às 24 horas do dia 24 de dezembro. No ano de sua desencarnação, a família, saudosa, realizou o Culto do Evangelho mais cedo, e todos se recolheram ao leito. Ele apareceu à esposa e solicitou que reunisse todos, como era costume, exatamente à meia-noite. Quando todos estavam orando, ele se apresentou semimaterializado, na comprovação de que a vida continua.

Antonio de Souza Lucena

Fonte: Texto completo no Reformador . FEB. Julho, 1990. p.212-3.

voltar ao topo


 

LEMBRETE FRATERNO

Considerações sobre a Natureza do Amor

Pesquisadores de New York e New Jersey argumentam
que o amor é um impulso biológico...”
The Journal of Neurophysiology, citado no The New York Times

A imprensa internacional vem dando destaque, nos últimos tempos, para fatos que procuram ser explicados através da lógica materialista, que ainda afasta os chamados cultores da ciência, daqueles que aceitam a interferência divina nos fatos naturais.

Felizmente, nos meios científicos, já podemos encontrar os que, racionalmente, procuram entender a idéia de Deus, sem caírem nos falsos conceitos, que foram criando raízes através dos equívocos milenares que a natureza humana criou. Nas mais importantes universidades do mundo, estuda-se com critério, fatos relacionados com a transcomunicação , a mediunidade, a vida após a morte do corpo, fenômenos de efeitos físicos; o que corresponde àquilo que os nossos amigos espirituais vêm informando a respeito da abertura dos horizontes da mente humana.

Dizer que o amor é um impulso biológico é uma afirmação que se aproxima de uma definição, mas não a completa, absolutamente. O grande equívoco é a abstração científica da alma, os pesquisadores esforçam-se para encontrar explicações que não convencem porque ocultam aquilo que eles não aceitam, que é o princípio anímico a comandar a atuação humana.

Joanna de Ângelis nos ensina em “ Desperte e Seja Feliz” , na psicografia de Divaldo Franco, que “não há como negar ser o amor a realidade mais pujante da vida. Irradia-se de Deus e vitaliza o Universo, mantendo as Leis que produzem o equilíbrio.”

Originando-se do nosso Criador, o amor é um sentimento modelado na alma e vai refletir-se no corpo material, veículo das sensações humanas, evidenciando que no processo de interação corpo-espírito, os fluxos vitais sensibilizam a cadeia biológica, gerando atos e reações àquilo que se formou no pensamento, essência da expressão espiritual.

De todas as áreas do conhecimento humano, a científica é uma das poucas que rejeita a natureza divina dos fatos humanos que cercam a nossa vida.

Léon Denis diz que a carreira do Espírito humano não está terminada. Ffixar-lhe um limite é desconhecer a Lei do Progresso, é falsear a verdade e são essas manifestações que nos dão a certeza de que tudo é uma questão de tempo, até que a razão não dê mais espaço às especulações cartesianas da ciência tradicional.

Albert Einstein, já na maturidade, concluiu que era absolutamente impossível que o acaso comandasse o Universo... Era a razão, falando através da mente que revolucionou o entendimento desse Universo.

Finalmente chegamos a Kardec, que no Capítulo I – item 16 de A Gênese , nos ensina incontestavelmente que “assim como a ciência propriamente dita, tem por objetivo o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do Princípio Espiritual”. É nessa convergência que visualizo o futuro, onde Bezerra de Menezes deixa claro que a ciência frustrada dará lugar à Ciência do Espírito e prevê a Religião Cósmica do Amor.

O grande equívoco dos nossos pesquisadores é abstrair a concepção divina das coisas. Não descobrirão as verdades eternas ficando em volta apenas dos impulsos biológicos, pois nenhuma tecnologia será a porta para as mais expressivas realizações do Espírito humano, enquanto não associar o amor aos circuitos biológicos das estruturas humanas.

Assaruhy Franco de Moraes

voltar ao topo


 

PÁGINA AO JOVEM

Na Seara de Luz

Não percas tempo no caminho da vida, porque o dia responderá pelos minutos.
Não te esqueças do poder do trabalho.
Não desistas de aprender, convencido de que nada se perde.
Não hostilizes criatura alguma, porque o ódio começa onde termina a simpatia.
Não fujas à escravidão do dever para que a tua liberdade seja digna.
Não amasses o pão de tua alegria nas lágrimas do semelhante.
Não esperes pelo dia de amanhã, a fim de praticar o bem ou ensiná-lo.
Não gastes somente com a tua vida o que poderia servir para sustentar dez outras.
Não reclames exclusivamente em teu favor, em caso algum.
Não uses a verdade apenas para exibir a tua superioridade ou pelo simples prazer de ferir.
Não imponhas restrições ao bem de todos para que o bem possa contar realmente contigo.
Não elogies a ti mesmo.
Não clames contra a ausência dos outros, porque provavelmente os outros esperam por teu concurso.
Não abras a tua janela na direção do pântano.
Não duvides da vitória final do bem.

Emmanuel

Fonte: XAVIER, Francisco C. Cartas do Coração . Espíritos Diversos. 3.ed. São Paulo, SP: LAKE, 1999. p.58-9

voltar ao topo


 

NO MUNDO DO ESPERANTO

“La paco de Jesuo estu en la koroj de niaj karaj gefratoj”

A MARAVILHA ESTRUTURAL DO ESPERANTO

Dois lingüistas notáveis publicaram simultaneamente dois trabalhos no mesmo sentido de demonstrar que o Esperanto, pelo seu vocabulário, é uma língua latina, ocidental; porém, pela sua estrutura absolutamente aglutinante, é língua oriental.

A genialidade inspirada de Zamenhof, como grande missionário, resolveu um problema que parecia insolúvel antes dele e tem sido insolúvel, depois dele, para numerosos outros pesquisadores: preparar uma língua artificial que satisfaça igualmente aos povos do planeta todo.

Quanto ao vocabulário, Zamenhof preparou uma língua totalmente ocidental, de uma facilidade impressionante para todos os povos da Europa e da América, pois composta de elementos conhecidos em todo o ocidente. O Esperanto se tornou uma língua harmoniosa, semelhante às nossas línguas novilatinas, porque todos os elementos da sua composição foram escolhidos nas línguas vivas da Europa e mais notadamente nas línguas de origem latina – português, francês, italiano, espanhol – quando não diretamente do latim. Examinando um texto em Esperanto, vemos que todos os elementos componentes da língua nos são familiares através das grandes línguas de cultura européia e vem-nos ao espírito a interrogação: um idioma assim constituído é muito fácil para todos os povos do ocidente, mas deve ser difícil para os orientais, cujas línguas são inteiramente diferentes das nossas: como, então, os japoneses, os chineses, os turcos, os hindus, hão de usar o Esperanto com facilidade?

O entusiasmo dos orientais pelo Esperanto já respondeu praticamente essa questão, mas poucos compreendem teoricamente a razão de ser o Esperanto tão atraente para os povos orientais...

Formando uma língua inteiramente aglutinante, Zamenhof deu à estrutura íntima do Esperanto a mesma forma das línguas orientais e não das nossas línguas flexivas do ocidente. Em outros termos: Zamenhof construiu uma língua oriental, aglutinante, como o turco ou o japonês, mas composta de elementos ocidentais. Assim ficou dividida ao meio a dificuldade e esta desapareceu, surgiu a língua ideal para todos.

No entanto, é forçoso reconhecermos que esse admirável acerto de Zamenhof foi obtido por inspiração e intuição e não por ciência apenas, porque seu conhecimento de línguas orientais, aos 18 anos, quando preparou o primeiro esboço do Esperanto, deveria ser quase nulo. Nunca demonstrou ele grandes conhecimentos de línguas orientais modernas. A única língua oriental que ele demonstrou conhecer bem, pela tradução da Bíblia, foi o hebraico, que pouco poderia ajudá-lo no sentido de fazer do Esperanto uma língua aglutinante. Incompreensível o acerto com que agia Zamenhof sem lhe atribuirmos uma constante assistência de Espíritos superiores.

Ele mesmo reconhecia e declarou que, para elaborar uma língua internacional apta, não basta ciência, é necessário ter inspiração. Nem seria concebível tanta ciência em um jovem estudante de Medicina, paupérrimo, sem mestres nem biblioteca. Só a poderíamos imaginar em um ancião que houvesse passado a vida a estudar.

Zamenhof foi um grande missionário, sempre muito assistido pelos Espíritos superiores, porque sua obra tem que transformar o mundo, estabelecer o reinado da compreensão e da colaboração entre os homens, rumo à fraternização universal do futuro...

No entanto, essa obra admirável, em si mesma, é apenas uma força neutra, como a imprensa, o rádio, o avião e poderia ser empregada tanto para o mal quanto para o bem. Compete aos espíritas trabalharem para pô-la sempre e cada vez mais a serviço da Doutrina, reunindo assim as duas grandes forças destinadas a transformar um mundo de expiações e provas em mundo de fraternidade e paz.

FONTE: BRAGA, Ismael Gomes. O Esperanto na Visão Espírita – Editora Lorenz

voltar ao topo


 

NOTÍCIAS
- DO CEBM

• Você já visitou nosso site? Procure-o no endereço www.bezerramenezes.org.br , e você poderá ter o Centro em seu lar durante 24 horas. Navegue em suas páginas, você continuará a receber o conforto que em nosso Centro recebe.

• Prezado irmão associado “ Para os trabalhos espirituais da Casa, basta a união de pensamentos. Para os trabalhos materiais, basta a união nos pagamentos” Coopere com nossa casa mantendo em dia suas mensalidades. Delas dependem nossas tarefas assistenciais e materiais.

• O Departamento de Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita continua realizando a campanha do leite em pó e alimentos não perecíveis . Colaboremos.

• Graças à sua cooperação, as obras de conservação do Centro tiveram início, mas, para que possam ter prosseguimento, nossa Casa continua a contar com a ajuda de seu coração amigo.

- DO 12º CEU

A Área de Assuntos Doutrinários do 12º CEU, realizará, no dia 26 de junho, das 14:30 às 18:00, o Encontro sobre Reuniões Públicas , dirigido aos dirigentes de departamentos e participantes das reuniões públicas: direção, expositor, recepção, atendimento fraterno, passes e interessados.

 

voltar ao topo


 

PARA LER REFLETIR

Se eu pudesse...

Se eu pudesse deixar algum presente para você...
Deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
1A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Deixaria a capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
A resposta e a força para encontrar a saída.
(Mahatma Ghandi)

• Indispensável valorizar a aflição, sopesando-a com discernimento, de modo a conduzi-la às fontes inexauríveis do Evangelho em clima de serenidade, respeito e amor. Ali, todas as dores se acalmam, dosas as lágrimas se enxugam, todos os aflitos são consolados. (Joanna de Angelis)

• Para unir, é preciso amar. Para amar, é preciso conhecer. Para conhecer é preciso ir ao encontro do outro. (Mercier)

• Perdoamos na medida em que desfazemos a ilusão de que somos perfeitos. (Hammed)

• Quanto mais amplos os domínios da evolução, mais vigilância se nos pede ao senso de escolha. (Emmanue l)

voltar ao topo



 

Centro Espírita Bezerra de Menezes © 1912 - 2005. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Rafael Santos