O Boletim - Agosto/2005 - ANO XLVII - Nº 573


• REFLEXÕES COM BEZERRA
• EDITORIAL
• PARA LER E REFLETIR
• LIVRO DO MÊS
• MOMENTO DE POESIA
• VULTO DO MÊS
• PÁGINA AO JOVEM
• NO MUNDO DO ESPERANTO
• LEMBRETE FRATERNO
• NOTÍCIAS
  



Bezerra convida-nos à reflexão

CENTRO ESPÍRITA

Filhos, que o centro espírita - célula viva do Cristianismo em suas origens - vos mereça o melhor carinho e consideração.

Sempre que possível, integrai a equipe de companheiros que permanece lutando para que o templo espírita cristão tenha sempre as portas descerradas à comunidade.

Não vos isoleis uns dos outros, fugindo à convivência salutar que vos preserva o discernimento e vos combate o personalismo.

Em contato com os irmãos de ideal, as vossas idéias se reciclarão e a indispensável permuta de experiências vos será uma permanente fonte de inspiração para o trabalho. Os cristãos dos primeiros tempos do Evangelho na face do mundo, não atuavam isoladamente.

A auto-suficiência espiritual carece de ser combatida com determinação.

Se considerais que nada tendes a aprender com os companheiros, não olvideis a vossa obrigação de ensinar.

Quanto puderdes, no entanto, preocupai-vos em não vos aterdes única e simplesmente à teoria ou à disputa de cargos de liderança. Participai diretamente das tarefas mais humildes da casa espírita, vacinando o espírito contra o fascínio de si mesmo.

O Mestre lavou os pés aos apóstolos... Nas instituições meramente humanas, manda mais quem tenha mais dinheiro e poder, todavia, naquelas que transcendem os interesses dos homens, quem mais pode é quem mais serve.

Filhos, adequai o centro espírita para que ele cumpra, na Terra, a sua função de educandário das almas. Dentro dele, consagrai um tempo sempre mais dilatado ao estudo da Doutrina, evitando que se transforme em foco de mediunismo e perturbação.

Que, em suas atividades, o grupo espírita dos dias atuais procure se assemelhar à casa dos apóstolos, em Jerusalém, abençoada oficina de trabalho, que tanto se preocupava em ser pão para o corpo quanto em ser luz para o espírito!

Bezerra de Menezes

BACCELLI, Carlos A . A CORAGEM DA FÉ. Votuporanga, SP; Casa Editora Espírita "Pierre-Paul Didier. cap.8

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EDITORIAL

No dia 29 de agosto de 2005, estaremos comemorando os 174 anos de nascimento do nosso querido Guia Espiritual, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.

Bezerra de Menezes foi o grande consolidador da doutrina de Kardec no Brasil, produzindo com seu exemplo e sua profunda convicção nos postulados da caridade, uma aura de credibilidade que só vem crescendo após 105 anos de seu retorno à pátria espiritual.

Seu nome é citado constantemente, onde quer que se faça necessária uma ação de socorro, uma luz consoladora, um remédio para aflições; todos nós, espíritas, temos nele um generoso recurso para orientações e curas da alma.

Em tudo o que fazemos nesta Casa, está projetada a figura serena de Bezerra, não só para que diretrizes sejam cumpridas, mas também, e principalmente, para que sejamos uma extensão de todo um trabalho em benefício dos semelhantes, que ele iniciou.

Quando Emygdio da Graça, o fundador de nosso Centro, escolheu Bezerra de Menezes para nos tutelar, não estava apenas homenageando um grande homem, mas também, nos mandava um recado: Que não nos esquecêssemos da enorme responsabilidade em nos atrelarmos a esse nome.

Essa é a nossa alegria, estarmos indelevelmente associados a Bezerra, só isso, tem sido um fator preponderante no incentivo ao trabalho, à construção do amor em nós, a esquecermos as dificuldades, os obstáculos, lembrando o que foi a vida e a vitória deste moderno apóstolo.

Bezerra é um dos missionários que estão na esteira do Cristo, trazendo constante incentivo, para que tenhamos em dia nossos melhores propósitos de crescer, patrocinando o mesmo para os nossos semelhantes. Outra não é a razão de aqui estarmos.

Vamos vivenciar as palavras do nosso mentor espiritual, além das homenagens de sempre. Tenhamos em mente que a melhor homenagem que se pode prestar a um Espírito de Luz, é dar sentido às suas esperanças, é continuar seu ministério de amor e segui-lo, incondicionalmente, pela fraterna estrada da caridade, onde iremos nos encontrar em nome do misericordioso coração do Mestre Jesus.

 

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MOMENTO DE POESIA

Brasil, Pátria do Evangelho

Esta é a Pátria da Eterna Primavera.
Áureo florão da América, celeiro
De abastança sublime ao mundo inteiro,
Nação, de que as nações vivem à espera.

Enquanto o antigo monstro dilacera
O Velho Mundo em novo cativeiro,
Brilha o pálio celeste do Cruzeiro
Na vanguarda de luz da Nova Era!

Brasileiros, vivamos a aliança
Do trabalho, do bem e da esperança,
No País da Bondade, almo e fecundo!...

Exultai! que o Brasil, desde o passado,
É a Pátria do Evangelho Restaurado
E o Coração de Paz do Novo Mundo.

Pedro D'Alcântara

Fonte: XAVIER, Francisco C. Através do Tempo. Espíritos Diversos. São Paulo, SP: LAKE. 1983. Mensagem psicografada no Centro Espírita Uberabense (MG), em reunião pública do dia 04 de maio de 1945.

 

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LIVRO DO MÊS

Indicamos para leitura:
1. ANÁLISES ESPÍRITAS

Esta obra reúne artigos, comentários, observações, crônicas, que se constituem em aulas vivas de Doutrina Espírita, onde são citados, o tempo todo, os nomes de Allan Kardec e Léon Denis, os autores preferidos de Deolindo Amorim em matéria de Espiritismo. Apresenta seus escritos de maneira clara e simples, oportuna e objetiva, tal como se expressava na tribuna. O livro compõe-se de 40 capítulos de grande interesse e auxílio para os estudiosos do Espiritismo.

2. Obras sobre Bezerra de Menezes

Adquira o livro de sua preferência e entre em sintonia com o amigo de todos nós, aproveitando os belos ensinamentos que ele contém.

Caros leitores: Utilizemos o conteúdo das obras indicadas durante esse mês. Reflitamos e aprofundemos o estudo dos temas oferecidos.

 

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VULTO DO ESPIRITISMO

GALILEU GALILEI

 

“Pelas belas noites estreladas e sem luar, toda gente há contemplado essa faixa esbranquiçada que atravessa o céu de uma extremidade a outra que os antigos cognominaram de Via-Láctea, por motivo da sua aparência leitosa.” (...)
É desta forma poética que inicia o item 82 do capítulo VI de A Gênese que, conforme nota de rodapé, assinala que foi “ textua lmente extraído de uma série de comunicações ditadas à Sociedade Espírita de Paris, em 1862 e 1863, sob o título - Estudos uranográficos, e assinadas GALILEU ”, servindo como médium Camille Flammarion. Reencontramos no

 

capítulo aludido o mesmo entusiasmo do Galileu estudioso que um dia tomou do telescópio que construíra e que encurtava trinta e três vezes a distância do objeto, a quem ele chamou “Velho Descobridor”, e virando-o para o céu, viu saltar-lhe aos olhos o maior dos espetáculos acessíveis à vista dos homens: o panorama extraordinário do Infinito, com suas estradas iluminadas por inumeráveis sóis. Naquela noite memorável, Galileu, extasiado, verificou que o que parecia simplesmente, a olho nu, um véu nebuloso, era uma faixa de estrelas, com inúmeras outras espiando, curiosas, por entre elas. Nascia, então, a Astronomia moderna.
Foi aos 17 anos que Galileu Galilei, nascido em 18 de fevereiro de 1564, em Pisa, na Itália, teve sua atenção despertada para o lampadário da abóbada da Catedral de sua cidade natal. Alguém o puxara para um lado a fim de acendê-lo e tendo-o largado, o lampadário oscilou em silêncio sobre a cabeça dos fiéis, descrevendo arcos que aos poucos foram se tornando mais curtos. Galileu esqueceu de orar, esqueceu dos propósitos que o haviam conduzido à Igreja e, com espírito de observação, mediu o tempo de cada oscilação pelo seu próprio pulso. Sua família chegou a perder a paciência com o rapazote, tantas foram as experiências que ele fez a partir de então com pêndulos, suspendendo-os nas traves do teto e nos ramos das árvores. O resultado foi a invenção de um pêndulo que se podia sincronizar com o pulso humano e que os médicos passaram a adotar para medir as pulsações dos doentes.
Por insistência do pai, foi estudar Medicina na Universidade de Pisa, depois de ter fracassado como ajudante na loja da família. Foi também seu pai quem, amante da música, o ensinou a tocar alaúde e órgão. Galileu chegou a ganhar notoriedade como pintor.
Estudando sozinho, descobriu Arquimedes, o maior de todos os matemáticos e filósofos gregos, e, a partir daí, inventou uma balança hidrostática. Teve a coragem de refutar Aristóteles provando não só que os corpos, independente de seu peso, caem com uma velocidade que se vai acelerando, como também que a aceleração da queda é uniforme.
Deu à Física um conceito novo, o da inércia, ou seja a tendência que têm os corpos a ficar em repouso, ou, quando em movimento, a continuar se deslocando em linha reta, na mesma velocidade, a não ser que uma força externa exerça sobre eles alguma ação.
Aos 24 anos, era professor de Matemática na Universidade de Pisa, cargo que perdeu por defender suas idéias. Sofreu perseguições, diminuíram-lhe o salário e ele acabou por se demitir.
Em 1592, a República de Veneza o convidou para ensinar na Universidade de Pádua. Durante 18 anos, com um ordenado que podia ser considerado bom, e num ambiente de liberdade intelectual, Galileu inventou uma régua para cálculos, um transferidor, desenhou fortificações e máquinas para o cerco de cidades e pontes. Finalmente, a Inquisição proibiu Galileu de ensinar as suas teorias, porque os movimentos celestiais revelados pelas lentes do seu telescópio e sua inteligência eram contrários às Escrituras. Durante 16 anos ele se submeteu. Então, decidiu dar à luz os seus Diálogos sobre os Sistemas Principais , um debate entre as teorias de Ptolomeu e de Copérnico.
O Papa Urbano VIII viu sua própria caricatura em um dos personagens e Galileu recebeu ordem de suspender a venda do livro, que, contudo, já se espalhara por toda a Europa.
Aos 70 anos, sofrendo de hérnia dupla e palpitações cardíacas, Galileu compareceu frente à banca examinadora de cardeais, em Roma. Ameaçaram-no das maiores torturas e, ao fim de 4 meses, ele foi obrigado a se ajoelhar e ler em voz alta, a refutação das idéias de Copérnico.
Seu livro foi incluído no Index e ele, condenado à prisão perpétua. Graças à intercessão do Duque de Toscana, saiu da masmorra e ficou detido até sua morte, oito anos depois, em sua casa, sempre espionado. Com luz dos olhos diminuindo e com risco de sua própria vida, o grande gênio se permitiu escrever e entregar, para publicação em países onde reinasse a liberdade de pensamento, fragmentos do livro Diálogos sobre duas novas ciências , obra que o torna fundador da Física experimental.
No ano em que nascia Isaac Newton, 1642, Galileu expirou, cego e prisioneiro. Os penetrantes olhos azuis daquela águia acorrentada fechavam-se para o mundo físico, a fim de que seus olhos espirituais pudessem perscrutar com total liberdade a majestade das leis naturais, liberto das superstições da sua época.
Com certeza, por isso, contribuiu tão maravilhosamente na quinta obra da Codificação, encerrando o capítulo discorrendo a respeito da diversidade dos mundos, apresentando-os como ” ... pedrarias variegadas de um imenso mosaico, as diversificadas flores de admirável parque.”
Parque onde, dizia, Deus se revela a cada instante e que as criatura humanas poderemos enxergar através da luneta da Ciência, que “ não pode deixar de progredir .”

 

Expoentes da Codificação Espírita . Curitiba, PR: Federação Espírita do Paraná. 2002. p. 57

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LEMBRETE FRATERNO

Reflexões sobre o Mandamento Maior

Mestre, qual o mandamento maior da lei?”...
Mateus, 22: 34 a 40

Quando os fariseus formularam essa pergunta ao nosso Amigo Nazareno, pretendiam fragilizá-lo e obrigá-lo a enfrentar o dilema da preferência entre a Lei Mosaica e os ensinamentos novos que Ele trazia.

Jesus, porém, colocou como resposta primeira, o amor incondicional a Deus, coisa inquestionável, qualquer que fosse a intenção de seus interlocutores.

Ao mostrar que Deus estava acima de tudo, quebrou as intenções inconfessáveis e continuou seu magistério, ensinando a universalidade do amor dentro de um raciocínio lógico, calando o recinto quando afirmou que, semelhante àquele mandamento, havia um segundo, onde cada um deveria amar o próximo como a si mesmo.

E arrematou sua afirmação ao finalizar explicando: “toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos”.

A sutileza do Mestre é eterna porque fundamenta-se em uma lógica simples : Se devemos amar ao Senhor nosso Deus, com todo o nosso coração, nossa alma e nosso espírito, por extensão, devemos fazer o mesmo com os seus filhos...

Não tem sido outro o sentido da mensagem testemunhada pela Bíblia, dirigida aos fariseus de todos os tempos, quando, em desvio de conduta, animam-se na cegueira da guerra, na volúpia da vaidade, na insensatez do ódio, nas malhas do egoísmo, da intriga e na falsa visão do poder.

O amor é o mais importante elemento de transformação humana e, associado à submissão a Deus, traz ao homem o sentido mais amplo da liberdade, porque torna cada um livre para expressar esse amor, para perdoar, para construir sua fé e crescer no ilimitado caminho em direção à luz, construindo um mundo de paz e harmonizando-se com a freqüência mística de Jesus.

Amar ao próximo como a si mesmo, fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós... Tudo isso é, segundo Kardec, “a expressão mais completa da caridade”, e aí mesclam-se o ideal cristão e a renovação que o Espiritismo traz em sua expressão cristã.

Ao apregoar a fé raciocinada, Kardec nos incentiva ao estudo e ao entendimento de questões fundamentais para o nosso crescimento espiritual, pois somente pela razão, poderemos entender o que se passa em nosso coração e isso nos transforma a tal ponto, que solidificamos a nossa fé no amor a Deus, passando a nos aceitarmos e a aceitarmos os nossos semelhantes, elegendo a tolerância como forma de convivência e ponto fundamental de nossas expectativas com relação ao perdão do Pai para com nossas faltas.

Jesus exortou os fariseus ao exercício da tolerância, dizendo-lhes que o segundo maior mandamento era amar ao próximo como a eles mesmos e isso porque, enquanto o homem estiver preocupado em assinalar os erros alheios, estará ocupando uma posição egoísta de não reconhecer os seus próprios, e então, como esperar a compreensão da Grande Lei?

Fora da caridade não há salvação. A codificação de Kardec nos resgata a mensagem do Cristo, não apenas pelo conteúdo, mas principalmente, pelo exemplo, quando então, nos damos conta do testemunho daqueles que superaram suas limitações humanas e exaltaram, em nome do amor a Deus, o amor pelos seus semelhantes.

Assaruhy Franco de Moraes

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PÁGINA AO JOVEM

AOS IDEALISTAS JUVENIS

Confrade querido, irmão em humanidade, que te empenhas com amor e dedicação, que fazes da própria vida um brado de louvor ao Criador, que renuncias a ti mesmo em benefício do outro, sê bem-aventurado, és um idealista!

Pega o estandarte espírita e faze da mensagem cristã o teu lema. Serve sem parar, para que o Evangelho seja implantado na Terra.

Ora em favor daqueles que cooperam contigo vislumbrando dias melhores.

Não te deixes abater e, quando o desânimo chegar, lembra-te de que és um idealista e que o ideal espírita deve estar acima das realizações pessoais.

Sacrifica-te, portanto, estuda o Consolador, produz quanto puderes, fazendo da tua juventude um campo fértil cujos frutos devem ser ofertados sempre ao Senhor.

Sê bendito, és um idealista!

Mas se, num repente, os céus da tua existência se povoarem de nuvens plúmbeas, se os ventos dos testemunhos agitarem o mar de tua vida, prenunciando a tempestade de sofrimentos físicos ou morais, não te abales, a tudo suporta e continua servindo apesar das águas turvas.

Compreende, portanto, que o ideal que te caracteriza, qual sinal luminoso que carregas no peito, te credenciará o devido amparo, destacando-te nas trevas da tormenta que te aflige; Jesus virá em teu socorro como fiel timoneiro, conduzindo tua nau pelas águas agitadas dos sofrimentos, pelas ondas dos testemunhos, sem que te percas nos rochedos medonhos da desesperança. Faze como o Cristo e acalma a fúria das borrascas naturais com o imperativo da caridade, da compreensão e da paz, que conduzirão a tua embarcação para o remanso do dever cumprido e da vivência cristã.

Permanece com coragem e servindo sempre!

Lembra-te, por fim, de que o idealista permanece fiel mesmo diante das procelas humanas.

Wilson Ferreira de Mello

( Cartas ao Moço Espírita . Psicografia de Emanuel Cristiano. Campinas, SP: CEAK, 2002. p.55)

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NO MUNDO DO ESPERANTO

ESPERANTA RONDO BEZERRA DE MENEZES

“La paco de Jesuo estu en la koroj de niaj karaj gefratoj”

A LINGUAGEM HUMANA

Em outro pequeno artigo tratando da evolução, referimo-nos ao velho erro de que a linguagem humana seria um organismo vivo e natural e não um produto elaborado conscientemente pelo homem, como hoje compreendem os lingüistas. O assunto merece ser mais debatido.

Se a linguagem fosse um produto da natureza, o homem ter-se-ia de conformar com ela, como a natureza a criara; não poderia nutrir a esperança de melhorá-la sempre, como realmente faz. Por isso que os sons convencionados de um idioma têm por finalidade transportar pensamentos e emoções, poderíamos classificara a linguagem entre as máquinas de transporte criadas pelo homem para sua conveniência...

...Embora seja uma das criações mais antigas, a linguagem é produto da inteligência industriosa do homem e não obedeceu a normas uniformes em sua criação...

...Em nossos dias há línguas de várias idades e em diversos graus de elaboração...

...As línguas não nascem, crescem, vivem e morrem, como se supunha. Nascem, crescem, vivem e morrem as civilizações que as falam: quando morre a uma civilização, a nova que a substitui não pode empregar o mesmo idioma, porque já tem outras idéias a expressar. As línguas de muitas tribos indígenas brasileiras desapareceram completamente, porque os povos que as falavam foram exterminados pelos invasores lusitanos, cuja civilização não assimilaram. Não se deu precisamente o mesmo com o idioma quíchua, porque sobreviveu ao lado do castelhano, no Peru...

...Criada pelo homem em tempos imemoriais, a linguagem ainda é a mais importante de suas criações, pelos serviços que presta. É graças a ela que os homens colaboram em escala planetária e em tempo ilimitado para seu próprio aperfeiçoamento, comunicando uns ao outros o resultado de suas observações e experiências e as gerações herdam os conhecimentos das precedentes. Para o espírita a linguagem ainda é mais importante do que para o materialista, porque é através dela que recolhemos as experiências dos desencarnados que tanto nos ensinam e orientam em nosso próprio benefício.

A linguagem é a maior força de que dispõe o homem e essa força tem que crescer muito mais no porvir, com a adoção, em toda a superfície do Planeta, de uma convenção única de sons – uma língua neutra auxiliar e comum de todos – que permitirá uma colaboração rápida eficiente de filhos de todas as pátrias, em todos os climas.

No passado e no presente a linguagem teve e tem seu poder limitado pela diversidade dos idiomas.

Em tempos remotos e sem vias de comunicação, os grupos humanos formavam pequenos mundos à parte e cada um deles elaborou seu idioma, sem aproveitar o trabalho realizado pelos outros; assim surgiram alguns milhares de línguas. Com o estabelecimento dos meios de comunicação entre esses núcleos, começaram eles a perceber as vantagens que teriam de compreenderem-se. Quanto mais progridem os transportes, mais nítida se torna a compreensão dessa necessidade. Com a aviação e o rádio, que realmente aboliram as distâncias, o século vinte assiste ao nascimento de uma civilização planetária que fundirá em seu seio todas as civilizações parciais existentes em nossos dias. Para expressão dessa civilização mundial o homem necessitará cada dia mais de um idioma divulgado em toda a superfície da Terra; por isto existe o entusiasmo que hoje vemos pelo Esperanto...

...Para nós espíritas o Esperanto é ainda mais do que um instrumento necessário à permuta de idéias e bens: é um passo rumo à confraternização dos povos, à pacificação dos espíritos: por isto os nossos Maiores da Espiritualidade trabalham por ele e no-lo recomendam como parte do Plano Divino de transformação da Terra em mundo melhor...

Maria Ramos Williams

( Do livro O Esperanto na Visão Espírita , de Ismael Gomes Braga – Editora Lorenz)

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NOTÍCIAS
- DO CEBM

•  Prezado irmão associado “ Para os trabalhos espirituais da Casa, basta a união de pensamentos. Para os trabalhos materiais, basta a união nos pagamentos” Coopere com nossa casa mantendo em dia suas mensalidades. Delas dependem nossas tarefas assistenciais e materiais.

•  O Departamento de Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita continua realizando a campanha do leite em pó e alimentos não perecíveis . Colaboremos.

•  Graças à sua cooperação, as obras de conservação do Centro tiveram início, mas, para que possam ter prosseguimento, nossa Casa continua a contar com a ajuda de seu coração amigo.

•  Artesanato no CEBM – oficinas: a) reciclagem com jornal – 10 e 17 de agosto ; b) borracha EVA – 24 e 31 de agosto. Início em 10 de agosto, às 15:00. Inscrições até 5 de agosto, no DSAPSE / CEBM.

 

- DO 12º CEU

•  A Área de Evangelização Infanto-Juvenil e Lares do 12º CEU, realizará, no dia 07 de agosto, das 15:00 às 19:00, na Associação Espírita Rita de Cássia, o Encontro EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM – JUVENTUDE E LARES (evangelizadores).

- DA USEERJ

•  XVII CONFRATERNIZAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – dias 9, 10 e 11 de dezembro. Local: RIO CENTRO – Pavilhão de Congressos 5 – Barra da Tijuca. Evento que busca congregar companheiros espíritas oferecendo oportunidades de confraternização, capacitação de tarefeiros, este ano incluindo momentos comemorativos, pois concluirá as homenagens ao bicentenário de Allan Kardec. Faça a sua inscrição até 31 de agosto . Informe-se na Secretaria do Centro . Aguardamos o comparecimento.

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PARA LER REFLETIR

•  “Escolha caminhar pelo lado certo. Encontrará pela frente a paz e a felicidade. Evite a estrada do mal. Leva-o à doença e à morte. Na encruzilhada entre o acerto e o erro, a voz da consciência indica-lhe a rota segura.” (Lourival Lopes) 

•  “Esforce-se por transmitir aos outros o que lhe vai na alma. Eles precisam saber como você é. Isto lhes faz bem. Ajuda-os a crescer.” (Lourival Lopes)

•  “Examinando nosso dia-a-dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a ‘soma integral' de nossas opções diante da vida.” (Hammed)

•  “Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido.” (Eduardo Girão)

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