O Boletim - Abril/2005 - ANO XLVII - Nº 569


  

Bezerra convida-nos à reflexão

NATUREZA DIVINA DA NOSSA DOUTRINA

Em verdade, estamos face a face, com a gloriosa Doutrina dos Espíritos, mensagem de Deus para as criaturas, a promessa do crucificado.
Desde o advento do cristianismo, a Doutrina dos Espíritos foi selada com a marca divina dos céus, em benefício da Terra.
Até então, era simplesmente um aviso, uma mensagem de amigos encarregados de anunciar a nova aurora que deveria surgir.
Para isto, mensageiros sem conta foram enviados à Terra e sob todos os prismas profetizada a nova revelação.
Cristo, entretanto, volvendo para o Mundo seus olhos compassivos, selou com seu divino sangue a nova etapa de vida da humanidade terrestre.
Hoje, a Doutrina dos Espíritos ou os ensinos do Mestre ou ainda o Cristianismo Redivivo, é dínamo poderoso movendo os corações na direção do mais alto, trazendo às nações os novos progressos, desvendando aos homens horizontes maravilhosos de luz e amor, apontando-lhes destinos gloriosos no grande infinito e dando-lhes a doce esperança de crescer, progredir e alcançar o verdadeiro paraíso com seu próprio esforço e merecimento.
É a mensagem divina a esparzir sobre a Terra uma santificação perene e um vislumbrar delicioso de novas visões para o homem enfermo e cansado.
Verificamos atualmente, o crescimento da gloriosa Doutrina e sentimos, cada dia, novos adeptos a surgirem, encantados ante a luz da Terceira Revelação.
É o Pai convivendo com os Filhos e a permanência do Mestre entre os discípulos; é o conúbio do Céu com a Terra.
Se te encontras à frente da doutrina consoladora, se em tuas mãos está empenhado o Evangelho do Senhor, se conheces a luz que extasia e edifica, se és agora feliz e estás disposto ao trabalho com Jesus, lembra-te que a Doutrina que te visita assim, é de natureza divina, vem do Pai para o teu coração, no objetivo sagrado de se expandir, de crescer e de glorificar a vida da humanidade.
És agora o portador deste archote bendito. Conduze-o com fidelidade e carinho. Guarda serenidade e paz em teu coração.
Objetiva a tua responsabilidade e, meu amigo, cresce para Deus.

Bezerra de Menezes

FONTE: PAIVA, Maria Cecília. Veleiro de Luz . p. 137


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EDITORIAL

Neste mês de abril O Livro dos Espíritos completa 148 anos de sua publicação e vemos, também, o aniversário de lançamento dos fundamentos do Espiritismo, razão de todo o trabalho do seu codificador, Allan Kardec.

Aqui, em nossa Casa de Bezerra, todos os anos fazemos essa referência à data, porque é uma das maneiras de lembrarmos a importância que a nossa doutrina tem no processo de recuperação moral da humanidade.

Essa é uma das maneiras, pois no nosso quotidiano, podemos encontrar muitas outras, que não são isoladas, mas se completam no objetivo de cumprirmos o lema: Fora da caridade não há salvação.

Pequenos como somos, procuramos encontrar nas luzes das obras da codificação kardequiana os elementos que possam enriquecer essa procura constante, quer seja pelas lições imperecíveis, quer seja através do exemplo e da coragem que os Espíritos descortinam em seus depoimentos ao Mestre Lionês.

Também o exemplo de seus discípulos, como Léon Denis, Bezerra, Yvonne Pereira, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, Emmanuel, André Luiz e centenas de autores inspirados por sua luz céltica, é uma fonte segura de aprendizado coerente e racional.

Com Kardec aprendemos a exercitar a razão e, nesse exercício, burilamos nosso coração para entendermos, mais e mais, a seqüência de uma Casa Espírita e seu papel no auxílio aos mais necessitados. Aqui aprendemos as dificuldades da renúncia e abençoamos a surdez às ofensas, o silêncio ante as incompreensões, a calma ante as agruras das pressões.

Mas aqui também sentimos a indescritível alegria de ver uma criança sorrir, de ensinar os teimosos a conjugar o verbo amar, de enxugar uma lágrima (mesmo que seja a nossa), de ver a participação harmoniosa de companheiros queridos, no atendimento aos que mais necessitam e nos esclarecimentos doutrinários nas reuniões programadas.

E tudo isso faz parte do nosso quotidiano, sempre trabalhoso, quase sempre exaustivo, mas muito gratificante. Graças a Deus.

Errata:

No boletim de FEV/2005 houve um erro na seção Editorial.
Não considerar a citação:
Transcrição parcial do Editorial – Revista Internacional de Espiritismo. Janeiro de 2005. p. 618.

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MOMENTO DE POESIA

O SENHOR VEM...

E eis que Ele chega sempre de mansinho.
Haja sol, faça frio ou tempestade;
Veste o manto do amor e da verdade,
E percorre o silêncio do caminho.

Vem ao nosso amargoso torvelinho,
Traz às sombras da vida a claridade,
E os próprios sofrimentos da impiedade
São as bênçãos de luz do seu carinho.

Como o Sol que dá vida sem alarde,
Vem o Senhor que nunca chega tarde,
E protege a miséria mais sombria.

Ele chega. E o amor se perpetua...
É por isso que o homem continua
Ressurgindo da treva a cada dia.

AUTA DE SOUZA

FONTE: XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além Túmulo . 13.ed. FEB. 1988, p. 147

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LIVRO DO MÊS

RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 12.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999

Veicula o estudo em torno da substância religiosa de O Livro dos Espíritos , com interpretações valiosas de várias das respostas dadas pelos Espíritos Superiores, numa exposição clara e segura dos conceitos doutrinários. Á presente obra formou-se no transcorrer de 91 sessões públicas, na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, onde os textos foram sugeridos pelos participantes e receberam os sábios comentários de Emmanuel. Na introdução, o autor espiritual esclarece que “ o objetivo não é outro que não seja demonstrar a nossa necessidade de estudo metódico da obra de Kardec, não só para lhe penetrarmos a essência redentora, como também para que lhe estendamos a grandeza em novas facetas do pensamento. (...) Cremos poder afirmar que o primeiro livro da Codificação Kardequiana é manancial tão rico de valores morais para o caminho humano que bem pode ser considerado não apenas como revelação da Esfera Superior, mas igualmente como primeiro marco da Religião dos Espíritos, em bases de sabedoria e amor, a refletir o Evangelho, sob a inspiração de Nosso Senhor Jesus - Cristo.

Recomendamos a leitura da obra indicada e o estudo criterioso e permanente de
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – 148 ANOS

 

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VULTO DO ESPIRITISMO

WILLIAN ELLER CHANNING

Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra que lutar? Se apenas tivésseis existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente, que havíeis de sucumbir de um momento para outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e ativa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela poderá viver longo tempo e tentam golpeá-la a machado. Que conseguirão esses invejosos? Quando muito, deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos do que nunca .”

Assim se expressa, em O Livro dos Médiuns , cap. XXXI, dissertação de n° 7, o espírito Channing, bem traduzindo o que foi em encarnação como pastor nos Estados Unidos da América. Convocando os espíritas à luta, recordava, com certeza, as próprias que enfrentara a seu tempo, em nome do estabelecimento das verdades espirituais.

Nascido em 7 de abril de 1780, em Newport, ficou conhecido como o ‘Apóstolo do Unitarismo', seita protestante datada do século XVI, que negava o dogma da trindade divina, reconhecendo Deus como Uno.

Organizou, nos Estados Unidos da América, a tentativa para a eliminação da escravidão, da embriaguez, da indigência e da guerra.

Tendo estudado Teologia em Newport e Harvard, tornou-se a curto prazo um pregador de sucesso, em várias Igrejas na área da cidade de Boston. Em Boston, foi Ministro da Federal Street Church por 39 anos. Preferindo evitar pontos complexos da Doutrina, ele pregava a moralidade, a caridade e a responsabilidade cristã. Na qualidade de pregador alcançava grandes audiências e como escritor colocou várias defesas da sua posição, descrevendo a sua luta como “um sistema racional e amável contra o não entendimento dos homens da caridade ou piedade.”

Chegou a ser simpatizante da crença do Movimento de Reforma Social e Educacional, mas não acreditava que a sociedade pudesse ser melhorada por ações coletivas.

Sua obra escrita (ensaios e revisões), cuja maioria foi destruída pelo fogo, foi classificada por um seu contemporâneo como um ‘ Tratado da Doutrina Cristã' , enquanto o biógrafo de Napoleão I, Sir Walter Scott, teve oportunidade de o cognominar de grande agitador social.

Comparecendo ao palco da Codificação e tendo inseridas em O Livro dos Médiuns três mensagens de sua lavra, no capítulo 31, além de uma contribuição valiosa, discorrendo a respeito da ubiqüidade, no capítulo 25, pergunta de número 30 do item 282, convida o homem a escutar a voz interior, do seu anjo guardião, assim se expressando: “ Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes .”

Channing desencarnou em Bennington, Estados Unidos da América, em 2 de outubro de 1842. Seis anos depois o grande Movimento, que redundaria no posterior surgimento da Doutrina Espírita, despertaria os homens para o estudo mais aprofundado do Mundo Invisível.

FONTE: Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: FEP, 2002. p. 27-8

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LEMBRETE FRATERNO

Reflexões sobre Terri Schiavo

Minha Prezada Terri Schiavo

Escrevo essas reflexões em um dia muito especial. É sexta-feira da paixão, quando comemoramos o mais eloqüente exemplo de que a morte não existe, pois Jesus a sublimou e passou pela cruz vitorioso.

Em torno de sua dor, o mundo discute as questões éticas, morais e religiosas envolvendo a eutanásia, que os gregos chamavam de morte serena, sem sofrimento...

Para que você possa melhor avaliar os conceitos que vou expor, deve partir do princípio de que sou espírita, uma doutrina cristã codificada por Allan Kardec, professor francês que viveu na França, no século 19. É possível que aí nos Estados Unidos, você tenha ouvido falar dela, mas é pouco provável que conheça seus fundamentos. Eles são universais e um dia farão parte de sua vida na eternidade, sob a forma de um sentimento chamado amor.

Não sei se quando essas reflexões forem publicadas, você ainda estará contida em seu corpo material, pois alguém, travestido de Deus, julgou que era hora do seu desenlace, com a desculpa de abreviar seu sofrimento! Mas os valores em que acredito ensinam com firmeza que, mesmo que tal aconteça, você poderá me ouvir.

O apóstolo Paulo, em sua primeira Epístola aos Coríntios (10:23), disse que "a vida emana da Fonte Infinita e não do arbítrio humano", ensinando que a nós não cabe julgar o valor do sofrimento pela redução do tempo de vida, e sim, entendermos que Deus, a Fonte infinita, é quem pode definir o que é mais adequado, através de uma lei chamada Lei de Causa e Efeito.

Será que estão querendo o fim dos seus sofrimentos ou a solução de problemas menos nobres que a sua dor? Seja como for, lembre-se de que esses quinze anos de imobilidade na cama hospitalar devem ter servido para burilar o seu Espírito e ensinado seu coração a perdoar, sim, perdoar, porque qualquer um que entenda a sua morte física como fim dos seus sofrimentos não sabe o que está fazendo, e hoje estamos nos lembrando Daquele que pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, exatamente porque eles não sabiam o que estavam fazendo.

Não acredite na tal de "morte caridosa". Se assim fosse, deveríamos providenciar a morte dos famintos, dos que sofrem injustiças, dos que perderam na vida, pois são todos sofredores e, se é certo que podemos dar comida ao faminto, justiça ao injustiçado e consolo ao sofredor social, podemos também dar amor e dignidade ao que está em sua situação, pois o dia e a hora, ninguém sabe... Só Deus.

Uma importante orientadora espiritual chamada Joanna de Ângelis deu uma posição muito clara acerca do chamado "momento final" e está escrito no livro Nascente de Bênçãos. É o seguinte: " O sofrimento, que muitas vezes acompanha o moribundo ou precede os momentos finais, é resultado de longos processos evolutivos necessários à sublimação do Espírito , que o experimentará conforme as próprias estruturas morais." ( o grifo é meu )

Logo, você pode imaginar a responsabilidade de quem cruza essa linha de resgate, para fazer valer sua opinião ou seus sentimentos pessoais; longe de lhe fazer uma caridade, está retardando sua caminhada em busca dos seus valores.

À luz da doutrina espírita, a eutanásia, sob qualquer argumento, quebra o compromisso de vida antes do seu término natural, dificultando a evolução espiritual, trazendo maior soma de dores, visto que é um procedimento que reflete um total desconhecimento de valores espirituais, tudo focalizando dentro da enganosa ótica humana.

Quanto mais soubermos aceitar a morte física, melhores condições teremos de aceitar a vida em sua plenitude e em seu caráter eterno.

Esteja certa minha prezada irmã que seus quinze anos na cama não foram vegetativos como dizem, foram necessários para acertos em sua estrutura espiritual e agora, mais amadurecida, você deve estar preparada para ver essa comoção mundial em torno do seu direito de viver.

Não, o seu tempo não se esvaneceu como o seu olhar. É como se, de quando em quando, assuntos palpitantes sobre a condução da vida e seus valores tivessem que vir à tona para não deixar enfraquecer duras e sofridas conquistas humanas, lembrando a todos que o direito a morrer é muito menor que o direito a viver. Morrer é um fim inexorável da matéria. Viver é uma conquista eterna do Espírito.

Allan Kardec reproduz em seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo , Cap.V – 28, o relato do Espírito Luís, cuja vida está inscrita nos anais do Cristianismo, sobre a licitude de se abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura e, entre outras considerações, ele pergunta: "Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus?" e depois de uma argumentação bem fundamentada, finaliza ... " Guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode abreviar muitas lagrimas no futuro."

São essas as minhas principais reflexões nesta sexta-feira da paixão, imaginando suas aflições diante de tantas controvérsias, mas, ao mesmo tempo, penso no conforto que poderão lhe trazer as palavras do nosso Mestre Jesus, que em seu Sermão Iluminado disse:" Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados". Nada mais desejo a você do que o consolo por tantas aflições e muita luz em sua vida eterna, que nenhuma lei humana poderá desligar.

Assaruhy Franco de Moraes

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PÁGINA AO JOVEM

A VAIDADE

Quando minha irmã e eu tínhamos cerca de sete e nove anos, respectivamente, alcançamos as notas mais altas de nossa classe, na escola. Assim, decidimos que, em matéria de “cérebros”, nossa família estava muito acima da média. E não perdemos tempo para fazer os nossos companheiros de brinquedos cientes disso.
De certa feita, ao ouvir nossas jactâncias, papai chamou-nos.
Ele havia enchido uma bola de assopro até o tamanho de uma cabeça humana. E, muito sério, disse-nos:
? Este aqui é o João.
Então começou a contar-nos a história da vida do João, a qual veio a ser uma sucessão de feitos extraordinários.
E, cada vez que João fazia uma coisa magnífica, nosso pai soprava um pouco mais de ar dentro do balão.
Como a história progredia, João ia crescendo a tais proporções que minha irmã e eu fomos, de pouco em pouco, recuando de junto dele, pressentindo o estouro.
De repente, bem no ponto em que João parecia não suportar mais nada, a história terminou.
— Não é muito divertido estar muito perto do João, não é verdade? — perguntou papai. ? Está tão cheio de si e tem uma cabeça tão grande. . . Isso é que é ter cérebro, vocês não acham? Mudando um pouco de assunto, por que os seus companheiros de brinquedos não têm aparecido mais?
? Não Sabemos! ? foi nossa resposta.
? Da mesma maneira que vocês se afastaram do João, os seus amigos se afastaram de vocês. Vocês estavam tão orgulhosos e tinham uma cabeça tão grande que eles temeram o momento do estouro, o que seria de sobremaneira desagradável...
E, até hoje, quando fazemos alguma coisa particularmente envaidecedora, a lembrança do João nos preserva de ficarmos com a “cabeça grande” e nos considerarmos os “cérebros”.

Wallace Leal V. Rodrigues    

Fonte: RODRIGUES, Wallace Leal V. E, para o resto da vida..., 5. ed. Casa Editora O CLARIM. p.64

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NO MUNDO DO ESPERANTO

“La paco de Jesuo estu en la koroj de niaj karaj gefratoj”

O LIVRO

Para Luiz Otero

Numa longa viagem de repouso, vim encontrar em ermos sertões nossos livros de doutrina cumprindo sua missão de levar a luz às consciências e lembrei-me de um devotado confrade que consome todas as suas economias na divulgação do livro espírita no País e no estrangeiro. Como é bela essa obra desconhecida, anônima, de levar a palavra escrita a todos os lares!

Que seria da Doutrina sem o livro?

Se quatro homens inteligentes não houvessem escrito quatro livros relatando-nos a vida e os ensinos de Jesus e outros devotados amigos da palavra não apoiassem e divulgassem até hoje esses escritos, não existiria o Cristianismo. Agradeçamos a Mateus, Marcos, Lucas e João o trabalho imenso que nos prestaram.

Se Allan Kardec não reunisse os ensinos dos Espíritos em alguns livros, quanto teríamos perdido! Se Zamenhof não houvesse escrito alguns pequenos livros excelentes, não existiria no mundo a família imensa dos esperantistas que lutam para melhorar as relações entre os povos.

Não houvessem alguns abnegados trabalhadores preparado, em português, os livros da Doutrina Espírita e não existiriam no Brasil essas obras de amor e serviço social que se encontram hoje por toda a parte. Tudo isso realmente é produto do livro de doutrina, sem o qual os fenômenos continuariam sem explicação e sem frutos.

No entanto, a obra do livro espírita está apenas iniciada...

Essa divulgação, igualmente, mal está começada, porque tais livros têm que ser conhecidos em todos os idiomas do planeta e não somente em um deles. A via para que cheguem a todas as línguas não será o português, desconhecido totalmente no estrangeiro, mas o ESPERANTO, para o qual existem bons tradutores espalhados por toda a superfície do planeta. Temos que editar nossos livros em Esperanto para que os esperantistas de outros países os reproduzam em suas respectivas línguas e por fim cheguem ao conhecimento de todos os habitantes do planeta em suas línguas locais.

Por mercê de Deus, essa segunda fase da obra igualmente vai sendo iniciada. Juntamente com o Espiritismo, a Federação vai divulgando o Esperanto e formando os tradutores.

Os resultados até agora obtidos a favor do livro, do Espiritismo e do Esperanto já são bastante grandes para despertar entusiasmo e também para desencadear as tempestades dos invisíveis da obra do Cristo....

Isso também seria inevitável.... mas não importa que a tempestade ruja nas trevas exteriores, porque a obra dos nossos Maiores, mais cedo ou mais tarde, há de vencer. Havemos de levar os livros da Doutrina a todos os lares, não só da nossa como de todas as pátrias. É um grande apostolado cristão que se inicia agora e nada o deterá, porque os tempos são chegados.

(BRAGA, Ismael Gomes. O Esperanto na Visão Espírita . Editora Lorenz)

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NOTÍCIAS:

1. Você já visitou nosso site? Procure-o no endereço www.bezerramenezes.org.br , e você poderá ter o Centro em seu lar durante 24 horas. Navegue em suas páginas, você continuará a receber o conforto que em nosso Centro recebe.

2. Prezado irmão associado “ Para os trabalhos espirituais da Casa, basta a união de pensamentos. Para os trabalhos materiais, basta a união nos pagamentos” Coopere com nossa tesouraria mantendo em dia suas mensalidades. Delas dependem nossas tarefas assistenciais e materiais.

3. O Departamento de Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita continua realizando a campanha do leite em pó, este mês acrescida da campanha do feijão. Colaboremos.

4. Amigo associado: contamos com sua compreensão em manter atualizada sua ficha cadastral, pois temos tido dificuldade para o envio de correspondência.

5. Graças a sua cooperação as obras de conservação do Centro tiveram início, mas, para que possam ter prosseguimento nossa Casa continua a contar com a ajuda de seu coração amigo.

6. No período de 21 de abril a 21 de maio estaremos realizando um BAZAR. Ajude-nos trazendo coisas novas ou semi-novas.

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PARA LER REFLETIR

• “A paz existe, independentemente de aparências externas. Viver em paz é um direito. Mas isso somente será possível na medida em que você souber colocar suas idéias e sentimentos a serviço do Bem, distribuindo esperança, força e bem-estar aos companheiros carentes. A paz nasce da consciência tranqüila. Quem se harmoniza com as leis da vida encontra a todo instante motivos para viver contente. Lembre-se: viver em paz é um direito. Não se compra, conquista-se.

( Pastorino, Minutos de Luz )

•  “De tudo emana energia. Qualquer objeto material é energia condensada, expandindo gradativamente certo quantum de seus elementos atômicos.Os seus sentimentos também são energia em expansão. A energia de ódio é de teor negativo e prejudicial, principalmente a quem odeia, ao passo que o amor é fonte de paz, harmonia, vida e luz. O amor é assim como uma moeda: numa face está escrito “amor”, na outra “felicidade”. Desenvolva o amor que existe em você. Expanda essa alegria divina. Descubra a Vida.

( Pastorino. Minutos de Luz )

•  “Suas palavras podem estar ferindo corações, matando esperanças, desalentando almas. Observe o tipo de influência você está exercendo sobre as pessoas. Você não estará sendo arrogante ou antipático em muitas situações? Você naturalmente gosta de ser tratado com respeito, atenção e carinho. Então! Talvez você chegue a exigir que os outros lhe dêem esse tratamento, entretanto, faça uma pausa e pergunte a você mesmo: estou sendo compreensivo, humilde, afável, respeitoso com os meus semelhantes? Se sua consciência lhe acusa, é hora de mudar.

( Pastorino. Boa Idéia )

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