Centro Espírita Bezerra de Menezes

Biblioteca

Departamento de Divulgação – DIV

Biblioteca

O que é?

É o conjunto de documentos impressos e não impressos, dispostos ordenadamente para estudo, pesquisa e consulta. Suas principais funções vinculam-se à reunião, organização e difusão da informação.

A organização de bibliotecas nas instituições espíritas proporciona aos espiritistas e simpatizantes da Doutrina Espírita inúmeros benefícios. Dentre eles, destacamos a formação do hábito de leitura nas crianças e jovens, a divulgação do Espiritismo a todos os interessados e a promoção da reforma íntima pelo conhecimento da Revelação Espírita.

Ao oferecer os serviços e produtos de uma biblioteca, o Centro Espírita colabora de maneira efetiva para o embasamento doutrinário de seus frequentadores, bem como facilita a integração de novos trabalhadores nas atividades que desenvolve.

Histórico

A biblioteca mais antiga de que se tem notícia pertencia ao Rei Assurbanipal (séc VII a.C.). Grande número de escritos pertencentes a essa biblioteca, registrados em placas de argila, foi descoberto pelos arqueólogos há algum tempo.

Pórem, a maior e mais famosa biblioteca da Antiguidade foi a de Alexandria, no Egito, que data do século IV a.C. Ela possuía entre 40 mil e 60 mil manuscritos, em rolos de papiro.

As bibliotecas romanas, gregas e egípcias da Idade Antiga estavam diponíveis apenas aos reis e sacerdotes, únicos que sabiam ler e escrever. Os acervos eram considerados como tesouros, depósitos, museus…

Com o advento da imprensa, as bibliotecas deixaram de ter a função principal de guarda e se tornaram seviços e o valor material do livro foi diminuindo à medida em que ele foi sendo utilizado como material consumível.

As Revoluções Francesa e Industrial desenvolveram importante papel no sentido de que o acesso ao livro não ficasse restrito aos nobres, mas fosse permitido à maioria das pessoas.

A nova biblioteca passa a ter uma função social e educativa, beneficiando todos os indivíduos sem distinção de sexo, idade, cor, raça e religião.

Em artigo publicado no Reformador de agosto/92, com o título Biblioteca de obras raras: memória presente, registramos que:

“As bibliotecas possuem o papel de acumular os incontáveis dados contidos em numerosas obras que vão compondo seus acervos. Mais que um depósito – como se entendia no passado, quando o bibliotecário era tido como o guardião dos livros – as bibliotecas constituem-se em recurso fundamental de organização e recuperação informacional, possibilitando o acesso aos registros contidos nestes documentos.”

Atualmente, assistimos a um processo de transformação do mundo, em níveis científico e tecnológico, social, cultural e espiritual.

A humanidade precisa acessar os conhecimentos que, ao longo do tempo, foram constituindo as bibliotecas.

Na era do computador, com a INTERNET a unir os homens dos diversos pontos do planeta, torna-se indispensável organizar esse acervo de conhecimentos, alimentando e disponibilizando as informações por meio dessa rede de infinitas interações.

Não obstante as céleres mutações científicas e tecnológicas que presenciamos e, considerando que dentro de algumas décadas o formato do livro poderá ser totalmente eletrônico, não podemos prescindir da sua existência e importância.

Desde os primeiros registros da Antiguidade, em tabletes de pedra, o livro vem promovendo o desenvolvimento cultural das sociedades que substituíram-se umas às outras.

O livro é parte integrante da biblioteca. Eles estão intimamente relacionados, de maneira que é praticamente impossível, por enquanto, tratar de biblioteca, sem considerar o livro.